Alveolite, Alvéolo seco (alveolite séptica), Alveolalgia, Osteíte Pós-Operatória, Osteomielite Alveolar Aguda Localizada, Osteíte Alveolar: muitos termos têm sido usados para identificar esta entidade clínica que se caracteriza por uma dor pulsátil, irradiada, de localização profunda, que aparece usualmente 48 a 72 horas após a extração de um dente, e dura de sete a dez dias. Basicamente é uma osteomielite focal na qual o coágulo sanguíneo desintegrou-se ou perdeu-se, com a produção de odor fétido e dor intensa, porém sem supuração (Shafer, 1982).
Embora seja motivo de precaução de todos os Cirurgiões Dentistas, as pesquisas ainda não revelaram sua verdadeira causa. As opiniões atuais não diferem significativamente das observações de Schorff e Bartles feitas em 1929. A incidência relatada varia entre 2 a 17%, sendo o maior número, ocorrendo após extrações isoladas.
A maior ocorrência é observada no alvéolo de terceiros molares inferiores semi-inclusos.
A Alveolite Seca Dolorosa, como é conhecida classicamente, é uma osteomielite (processo infeccioso causado por bactérias no osso) focal, auto-limitada, que acontece no interior de um alvéolo, cuja profundidade pode ser explorada facilmente e cujas paredes, pelo menos em parte, não estão cobertas por tecido de granulação. A exploração de tais feridas provoca intensa dor. O diagnóstico, todavia, é mais seguro, quando baseado mais nos sintomas do que no aspecto do alvéolo. É importante distinguir a dor causada pelo alvéolo seco daquela devida a uma tábua alveolar fraturada ou deformada. Esta última também aparece após a extração de um dente, mas não é contínua, e é sentida principalmente quando se aplica pressão na parte externa do alvéolo.
O tratamento é sintomático na remoção de detritos e aplicação de medicação analgésica em veículo apropriado, capaz de retê-la no alvéolo. O desaparecimento dos sintomas alguns minutos depois desse tratamento confirmará o diagnóstico de alvéolo seco. O agravamento, levando à disseminação da infecção, é raro. Provavelmente, o método de tratamento mais antigo e mais largamente usado para a alveolite seca é a simples medicação paliativa permitindo à natureza curar a ferida. Têm sido usados muitos medicamentos paliativos, tais como gaze iodoformada à qual são incorporadas várias substâncias, o óxido de zinco e eugenol, e vários compostos comerciais. Os vários estudos que tratam de prevenção das complicações da cicatrização das feridas cirúrgicas pós extração indicam que o uso rotineiro de agentes introduzidos nos alvéolos tem valor duvidoso. |
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